É difícil raciocinar, é difícil saber o que é certo, e fica cada vez mais difícil não se arrepender. Quando as coisas não saem como a gente esperava, e começamos a repensar o que somos, porque somos como tal, porque fazemos as coisas do nosso jeito. Nada disso seria problema, se houvessem razões às desventuras. A dedicação, o empenho, o carinho, a verdade acima de tudo, visto assim, podem passar por pouca coisa, mas não, quando começamos a analisar o nosso esforço para um fim, que não se concretizou, e não encontramos a explicação para tanto. Ainda não me arrependi de coisas que fiz, e nem acho que irei, afinal, aproveitei. Tenho muitas histórias a contar e tive emoções e sensações que foram provocadas por um modo de agir. Então, o que está em questão é o modo agir daqui para frente.
Aqui, um trecho de mim mesmo, quando via a vida mais positiva, em resposta ao pessimismo da Ingrid quando trata de relacionamentos:
”Tu dizes que não compensa? Muito trabalho? Muita incomodação? E cadê o lado ruim? Porque pra haver compensação, que eu saiba, tem que ter um lado bom e um ruim... E existe coisa melhor que esse tipo de trabalho? E também, sem incomodação, sem história pra contar, sem vida! Ahh.. os amigos vão continuar lá, pelo menos os de verdade, os de “fé”.Mas... passando pra parte que faz valer a pena (e aí pode ser que exista a possibilidade de compensação, mas ainda assim, “compensação”), presta atenção e baliza bem as coisas, porque na hora de fazer essa conta (normalmente em estado alterado), esquecemos de somar os carinhos, o passeio no parque, as risadas, as noites de conchinha, o olho no olho bem de perto, aquele beijo com lágrimas correndo, depois de horas de discussão... Enfim, vida. Essa que, na hora da compensação é esquecida, mas que pra mim faz peso no lado da balança que faz com que depois de ser jogado no chão, pisado, e ainda levado uma puta duma catarrada em cima, eu me levante e vá de peito aberto, pra mais um bordoada, e quem sabe, mais vida”.
Pois que, muito bonito e muito mais fácil ver a vida assim. Mesmo pra quem já levou uma ou duas “bordoadas”. Porém, mais difícil que isso, aceitar que não podemos explicar tudo, que não podemos vencer sempre. Não que eu concorde com a Ingrid, e lógico que ainda discordo muito dela, mas quando passamos pelos dois lados da moeda, creio que seja normal aproximar-se das Trevas. Assim, por meio deste post, venho comunicar que meu lado romântico está suspenso por tempo indeterminado. Não que vá fazer falta a alguém, até porque ele tinha sido revogado, mesmo que contra a minha vontade.
Beijos