Wednesday, August 25, 2010

Teu abraço

O teu abraço é como flutuar
no espaço aberto, sem limites.
é leveza, é conforto.

O teu abraço é como meditar
esquecer o passado e o presente
e apenas aproveitar.

O teu abraço é como viver.
Calor, frio, paixão.
Lembrar do outono. Renascer.

Teu abraço é como lembrar
vinho tinto, chocolate,
e o calor da pele a encostar.

É como querer...
que o sol nunca se ponha
e nunca mais te perder.

Tuesday, August 17, 2010

Eu sou “bege”

Até entendo bem a raiva que dá, das pessoas que acordam sempre de bom humor. Imagina que pro resto da tua vida tu vai acordar com alguém querendo te beijar. Vai dormir com alguém que vai te fazer cafuné... vai buscar mais cobertas, com prazer. Alguém que vai sempre se esforçar para fazer o melhor. Alguém sempre querendo te levar café da manhã na cama. E com flores. E...
Certamente é uma pessoa bege. A começar pelo fato de que a pessoa tem que se esforçar. Esforçar-se deve ser o primeiro erro.
Bege.
A pessoa que falha naquilo que é o mais importante na vida. Despertar o amor.
Acordar de bom humor. Acordar cantando. Passar um dia inteiro de bom humor. E falhar. Falhar na vida.
Bege.
Querer ser motivo da felicidade de alguém, e, simplesmente, não ser.
Motivo. Aquilo que tu és para mim. Aquilo que és no meu dia inteiro. Aquilo que qualquer tentativa de explicar, nunca demonstrará o que és pra mim.
Bege, por estragar o café da manhã na cama. Por querer que fossem nossos, os momentos que eram só meus. Por acreditar que conseguiria despertar o que é mais belo.
E só depois de tudo passar, que posso ver que era muito bege, porque não há nada que façamos que vai despertar o amor em alguém. É simplesmente o que somos. Ou como somos vistos... ou simplesmente há.
Bege por acreditar no amor. Terrivelmente bege, por acreditar que o tempo poderia trazer algo maior.
Finalmente, bege, por saber que tu teve sucesso na missão que nem ao menos estava interessada, e sem o mínimo esforço despertou isso em mim, enquanto me esforcei tanto, e nem cheguei perto de conseguir.
Bege... Eu tinha uma calça bege. De veludo. Adorava ela. A usei tanto que se rasgou. E ela era bege. Acho que bege é algo desbotado. Não é marrom, nem amarelo. Nem perto de ser um azul.
Nunca pensei ser “bege”.
Nunca me senti tão assim.

Monday, August 02, 2010

Ninho das Águias

“Eles trouxeram um cabernet sauvignon”.

Foi a exclamação ciumenta de uma pessoa que via duas outras sentadas assistindo ao pôr-do-sol (ciumenta num sentido saudável). Até me senti um pouco único com aquilo. Mas se ela soubesse de tudo que havia acontecido nas últimas 48 horas que sucederam aquele momento, nem teria o que falar. Não há expressão para o ciúme que lhe atingiria, nem para a beleza de tudo que acontecia

O Ninho das Águias é um lugar majestoso. Na saída de Nova Petrópolis, subindo uma estradinha de terra. Parece que para aquelas bandas tudo é bonito. Não só a natureza. Mas coisas criadas pelo homem que ali se harmonizam.

Não tínhamos casacos que fossem suficientes para o frio que lá fazia. Tínhamos apenas o tapete do porta-malas do carro, no qual sentamos, meia garrafa de vinho, e um ao outro.

O final de semana por alguns momentos se confundiu com um sonho. E até agora ainda não tenho certeza de que não foi mesmo. Acordar em um sábado, ainda doído pelos percalços que a vida nos prega, e ter diante dos olhos uma reviravolta inesperada. Viver novamente. Ser eu mesmo. Ser louco. Ser aventureiro. Qualquer coisa. Ser contigo. Mas ser eu. Mais uma vez eu conseguia esquecer algumas coisas. Ou esquecer de tudo, e simplesmente viver.

-Vamos para onde? – Bah.. esse tempo é bom para ir para a serra.

Então fomos. E tudo foi como um sonho. Tudo perfeito. O melhor clima, a melhor janta, a melhor cabana, lareira, vinho, e principalmente, a melhor companhia. Será que estou enlouquecendo? Prefiro acreditar que era de verdade. O calor da pele. O contato. Tudo era de verdade. Tenho essa certeza. Mais ainda, mentes em constante sintonia.

Como pode ser tudo tão bom?

Ainda dentro de ti, um momento de contemplação. Não só corpos. Duas almas em contato. Vou ficar aqui mais um pouquinho para manter a sensação de que somos um só. Somos a mesma coisa. Somos iguais.

Um momento de meditação. Esquecer das coisas da vida. Simplesmente estar ali. Abraçado ao corpo à minha frente. Ligado a ela de uma forma única.

Mas tudo que é bom se acaba. Será? Cumprir-se-á o velho ditado?

Não podemos evitar algumas coisas nesse mundo, e o sol estava se indo embora. Seria o final de um sonho? Temos realmente que acordar?

Aquela lareira foi testemunha de muita felicidade. O céu arranhado pela roda gigante pôde ver apenas um pouquinho dos sorrisos, apenas um pouquinho da energia que é gerada por esse encontro de corpo e alma.

Mas ali, no Ninho das Águias, nada mais importa. Fica tão evidente que a vida existe para ser boa. Que nós vivemos para ser felizes. Apagar o que não é natural. Apagar o que não é bom. Apenas ser.

Lá estavam duas pessoas. Que já não eram mais duas. Pertenciam a algo maior que isso. Não havia pensar. Só um universo conspirando para que apenas coisas boas restassem nessa existência. O sol descia. O vinho ia se acabando. Já não se sentia frio. Eu não te sentia como um corpo ao qual eu estava abraçado. Não mais sentia a mim. Sentia que existia junto contigo.

Não sei o que levou o sol a se pôr. Não pertence à minha capacidade exegética, explicar porque o sol estava se indo, ou porque estávamos ali naquele exato momento. Só sei que queria estar. Ou nem queria, apenas estava. Estávamos.

O Sol se foi. – Não, não. Olha lá, ainda tem um pouquinho dele ali! – como se fosse um filme chegando ao final. Ou um sonho. Era como se o sonho estivesse chegando ao final, e teríamos que acordar.

Agora sim, ele se foi. Mas não precisamos acordar...



Wednesday, July 21, 2010

Esvaindo

Tem coisas que nos faz bem, e tem coisa que nos faz mal. Tem coisa que machuca.

Não consigo entender como alguém pode abrir mão de algo tão bonito.

A proposta era que ficássemos apenas quando desse vontade. E isso não seria justo porque, pra mim, há sempre vontade de ficar com ela, enquanto ela nem sempre está afim. Então paramos de nos ver. Deixamos de ser amantes.

A tristeza foi imensa, mas eu sei que uma hora passa. Uma hora a dor pára de valer a pena, ainda mais quando constatamos que deveríamos gostar daquelas pessoas que nos fazem bem. Que nos deixam bem. E não daquelas que nos causam dor, mesmo que seja sem querer. Pena que isso é só uma constatação.

A dor da distância torna-se cada vez maior, quando vamos nos dando conta que a cada minuto que passa, mais saudade temos, e menor é a saudade que ela sente por nós, que mesmo sem nos ver, não sente falta.

E nesse momento, todo mundo fala pra tu não ligar, não mandar mensagem, não fazer nada, porque só vai mostrar para ela, que eu ainda estou na sua mão, e assim ela não sentirá a minha falta. Mas não adianta. Não posso concordar em dar a chance de deixar apagar o que construímos. Deixar todo o sentimento se esvair. Pois isso é o que o tempo faz.

Durante o tempo que estivemos juntos, tudo que fiz foi alimentar esse sentimento, ora, é tão bom apaixonar-se, é tão bom viver junto de alguém, mas então a procurei pela última vez. Coloquei na cabeça que tinha que ser pela última vez. Decidi que era. Colocar uma pedra em cima, me despir de qualquer esperança de despertar o sentimento que procuro dela e para ela.

Acabei com a esperança de ir ficando quando desse vontade nela de ficar comigo, mas era exatamente por isso que não era justo. Por que seria uma relação desigual.

Não é justo. Não é justo? Quem disse que não é justo? Isso, quem deveria decidir sou eu, o único defensor legítimo desse bem que está sendo afetado, e decido que justo é o que acalentar minha agonia de qualquer forma que eu entender que me faça bem. Afinal de contas, todos falam sobre sofrimento, todos falam dobre dor, e nesse momento todos esquecem os momentos bons. Eu não. Sei que dói, mas cada momento bom que passei, por si só já paga por toda dor que agora sinto; e então decido que se for para ter mais um desses bons momentos, mesmo que me traga maior sofrimento depois, valerá a pena, pois como eu falei anteriormente, sou o único defensor de mim mesmo, e mais ainda, sou imperador desse bem, portanto sobre mim, posso acusar, defender, julgar, condenar, absolver, e finalmente executar a pena, portanto, posso decidir como me convir.

Estava eu decidido a correr atrás até não poder mais. Não desistir disso que é o que há de mais belo na vida. Mas algumas coisas são mais difíceis de superar, e a resposta do porque abandonar tal idéia, veio do simples. Veio dos momentos mais simples que passamos. Dos momentos nos quais somos nós mesmos. Mais que isso, dos momentos nos quais não estávamos juntos, pois era nesses que eu não conseguia te esquecer, mas nunca soube o que tu pensava, o que tu sentia.

Eu não estava interessado no momentâneo, naquilo que se sente no momento que se está junto. Isso a gente pode conseguir fácil. Estava querendo saber o que sentia por mim, quando não estávamos juntos. Pois eu sentia estar com ela o tempo todo.

E por fim, o porque abandonar isso, veio do momento que a perguntei se, sabendo do tanto que eu gosto dela, se estava realmente decidida a abrir mão de tudo.

As lágrimas não vieram dessa vez, porque acho que eu já tinha chorado antecipadamente por esse momento, mas a resposta me doeu mais que todos os outros momentos, porque ali eu já sabia que não era recíproco, o que estava se esgotando era a esperança, por saber que não é o meu esforço que vai te trazer para mim.

Sei que a partir disso, todo meu esforço deve ser no sentido único de esquecê-la como mulher. Não quero mais chorar. Não posso mais ser conivente com fazer tudo aquilo que digo aos meus amigos que é errado. Sei, todos sabemos, que o sentimento passa. Espero que passe logo.

Tem coisas que nos faz bem, e tem coisa que nos faz mal. Tem coisa que machuca.

Ainda não consigo entender como alguém pode abrir mão de algo tão bonito.

19 de julho de 2010.

Thursday, July 15, 2010

Ela ia...

Eu tinha certeza que ela ia.

Apesar de que ela me avisou que achava que não ia, eu tinha certeza de que ela ia.

Pra quem acredita em destino, de repente eu não deveria nem ter perguntado se ela ia, porque daí, seria certamente obra do destino. Mas não. Eu estraguei. Perguntei se ela ia, e ela disse que achava que não iria.

Eu tenho alergia a perfumes... não que eu não goste. Eu gosto. Mas é que eu fico com o nariz coçando a noite inteira. Entretanto, ela gosta de perfume, e ela gosta de um perfume que eu tenho. Daí eu gosto de usar esse perfume, porque sei que ela vai gostar. Será que foram 5 sprays colocados fora?

Até certo momento, eu estava nervoso, porque ficava imaginando como seria o momento que a gente se encontrasse. Depois comecei a pensar na possibilidade de ela não ir. Daí sim fiquei nervoso. A partir desse momento, a noite passou a ser um exercício de conter lágrimas.

Ainda assim, eu tinha a esperança de que ela fosse. Esperança, não mais a certeza.

Como seria o momento do reencontro? No início eu tinha certeza de que ela diria que tinha saudade de mim. Depois, só queria que ela chegasse. Nem estava mais imaginando aquele momento em câmera lenta... aquele momento que a gente guarda pra sempre na memória. Simplesmente queria que ela chegasse.

Com isso, chegou o momento o qual eu tive medo. Medo que ela não chegasse. Medo de ficar mais um dia sem a ver. Medo de que ela não tivesse saudade de mim.

Antes de ir embora, ainda fiquei mais alguns instantes parado ali na frente. A esperança era a de que ela ainda ia chegar. A qualquer hora que fosse, eu a estaria esperando.

Ainda assim, a esperança seguia. Antes de entrar no carro, mais uma olhada na volta. Mais uma procurada por ela. Mas já era 3 horas da manhã (and I can’t even close my eyes).

Bom que agora eu já estou em casa. Sozinho. Já não preciso mais segurar as lágrimas. Já posso admitir que tudo que eu queria era aquele beijo. Aquele beijo interminável. Aquele beijo mais gostoso do mundo. O encaixe perfeito. O encaixe que leva minha alma junto. O beijo que vai além dos lábios.

Tudo que queria, era mais uma chance para refazer tantas coisas.

Queria ser eu mesmo. Queria ser eu do jeito que tu queria. Queria ser qualquer coisa que tu quisesse. Queria mais um beijo. Aquele explosivo. Aquele que me fez apaixonar por ti.

Aquele que dificilmente vai abandonar meus pensamentos. Que não abandona, e já não sei o quanto eu quero isso. Aquele que me fez sorrir sozinho, e hoje me faz chorar.

Queria teu abraço, tua mão, quem sabe teu braço.

Queria qualquer coisa que viesse de ti.

Queria... Não aconteceu.

Monday, July 12, 2010

Eu estava com ela, mas ela não estava comigo

É um sentimento estranho, porque para a gente chegar a um estado de “estar com uma pessoa”, é provável que ela também esteja conosco. Não digo totalmente, mas obrigatoriamente bem mais que “simplesmente um pouco”.
Fazer parte do dia. Isso que era pra mim. O tempo todo. Em tudo ela estava. Tudo era pra ela.
Assim acreditei que fosse, e na primeira vez que me avisou que não era, mudei. Mudei e fiquei mal. Fiquei mal por que não era mais eu. Então aqui está, se por este tempo todo eu não deixei claro, agora deixo: Eu vivo para isso, e te queria para a minha vida.
O difícil é isso. “Isso”. Vivi algum tempo por algo que eu nem sabia o que era, e agora pago por tê-lo feito assim. Pior, vivi algum tempo, por algo que acreditei que fosse, mas não era. Erro meu, eu sei. Mas vou errar tantas vezes quantas forem necessárias, pois como disse, assim eu sou. Acreditei, e acredito sempre. Por isso, culpa minha.
Então me deixou claro pela segunda vez. E ainda assim, eu continuei. Insisti no erro. Mas assim eu sou, e se era pra ser diferente, não era pra ser eu. Se era para ser meio, e não inteiro, não era pra ser eu. E dessa vez nem consigo ter claro o que foi que deu de errado. Mas ainda não era eu, e não daria certo de novo. Como não deu.
Então uma terceira vez foi necessária. Não sei porque (irônico né..), mas associo isso a uma música da Janis, e eu queria perguntar pra ela, se no final da música, com os pedaços que sobraram do coração, se ela ainda conseguia sentir alguma coisa. Porque eu até entendo que a gente sinta uma coisa tão forte, que mesmo quando outra pessoa proponha colocar tudo fora, a gente não aceite, e ainda passe a ter certeza daquilo que estamos perdendo, mas isso vale pra sempre? O importante, é que o refrão é cantado várias vezes, e para a Janis, tanto quanto pra mim, a pessoa vai e volta, e vai e volta, e cada vez quebra mais um pedacinho daquilo que construímos com tanto carinho, e parece que o sentimento só cresce.
Depois de perder a conta de quantas vezes me avisou, me sinto como a Janis, ainda querendo que tenhas mais um pouquinho de mim. Mas será que isso tem algum fim? Ou a angústia deve durar?
Então porque não tira logo um naco desse coração, e acaba com isso de uma vez por todas? Ou te apropria do que, de fato, é teu...
Acho que cada vez as coisas ficam mais claras, e porque não dizer, próximas do final. Pois cada vez que é retirado um desses pedacinhos, fica mais claro pra mim, que eu estava com ela, mas ela nunca esteve comigo.
O que mais dói é querer aceitar. Querer abandonar algo tão belo, porque te faz mal.

Wednesday, June 23, 2010

Como cada um quiser entender...

Pode parecer estranho, mas eu pedi uma guria em namoro, e ela não aceitou namorar comigo. Parecer estranho, não por que ela não quis (até porque tem várias mulheres por aí, tal como a Scarlett Johansson e a Penelope Cruz, que não querem namorar comigo), mas estranho porque quando a gente pede alguém em namoro, normalmente a gente faz tendo uma segurança de que ela vá aceitar. Mais estranho ainda, porque eu já esperava a resposta que ela me deu.

Por um lado, que eu queria mesmo era mostrar que eu gostava dela. Eu queria era que ela soubesse a forma como eu gosto, então tudo bem, eu já esperava mesmo. Mas depois disso, esperava uma explicação. Uma boa explicação.

Acho que quando a gente gosta de alguém, e a pede em namoro, tal como fiz, não é pensando simplesmente em rotular. Na verdade, acho que não é nem pensando. E agora já começo a reformular aquilo que disse lá em cima. Por que por mais que eu pudesse esperar a resposta que tive, a gente sempre tem uma pontinha de esperança, e então, eu queria mesmo era que ela soubesse que eu gosto e como eu gosto, mas não pensei realmente que iria ter uma resposta negativa e que tudo bem porque o importante era que ela soubesse o que eu pensava, mas não sei se eu pensei que queria que ela soubesse o que eu pensava. Não pensei. Simplesmente transbordou. É assim que eu penso, e é essa a proposta que faço.

Então, rotular não era o que passava na minha mente no momento que fiz a proposta, mas parece que passou na cabeça dela, mesmo que de forma negativa, pois foi importante e não sei se não poderia dizer preponderante, na resposta ao pedido.

A descrença na lealdade ainda veio a ser citada como causa do não aceite. Mas daí, buraco é ainda mais embaixo. Pois só pode significar, ou que não crê em mim, ou não crê nela mesma, ou, mais simples e cruel que qualquer das duas últimas alternativas, simplesmente não gosta de mim o suficiente para querer essa lealdade.

Contudo, como eu disse acima, eu já esperava a resposta, mas a esperança persistia. E depois de tudo passado, fico pensando sobre tudo, e vi que o que eu esperava realmente (naquele fiozinho de esperança que não morre nunca), era que fosse tudo impensado. Não quero dizer inconseqüente. Mas queria que fosse louco. Que fosse natural. Simplesmente fosse algo que saísse. Transbordasse.

Pensar é o que faz diferença... o que eu queria era que ela não pensasse para cada coisa que faz comigo:

“Se eu quero namorar, ahnnn .. deixa eu pensar.....”

Aí já demorou... e o pior é que a resposta foi não.

O que eu queria que fosse, seria:

“wraaalllllll.. claro que sim. uhuuu..”

Mas simplesmente o sentimento não foi o suficiente, para passar por cima do pensar. Eu encarar os fatos assim, é o que me entristece.

Melhor eu parar de pensar por algum tempo.

Saturday, May 29, 2010

Motivo

É tudo pela sensação. Aquela que toma conta e se faz motivo de tudo que o vivente faz pelo dia inteiro. Cada vez que perde a atenção no que estava fazendo, e vários minutos depois tenta parar de pensar naquele beijo tão gostoso, aquele encaixe perfeito, de querer sentir cada milímetro de lábios, cada micro contato da língua que suavemente se mistura com a tua, e quando a gente se dá conta, nem se lembra mais do que falava anteriormente. Nem lembra que estava no meio do trabalho, ou da aula, ou do relatório que estava escrevendo...

Pois essa seqüela insiste em participar do nosso dia inteiro. Insiste em lembrar o beijo, o sorriso, o sonho. Cuidando para não me perder novamente no texto, pois eu poderia usar várias páginas tentando descrever aquele beijo, e sei que não transmitiria, nem mesmo ao mais astuto e imaginativo leitor, nenhum juízo próximo ao de compreendê-lo.

Onde eu estava mesmo? Tentando falar sobre a sensação de ter motivo para cada mínimo detalhe do dia. Ah! Esqueci da covinha. Nossa... a covinha. Nossa não. Quero só para mim. Mais intrigante ainda quando do sorriso, se acentua apenas de um lado. Por certos momentos, meu desafio torna-se despertar sorrisos, só para ver a covinha. E quando vem, o melhor de tudo é que junto dela vem o sorriso. Assim, uma explosão de encantos que se acumulam para tirar a atenção de qualquer outra atividade que não a admiração, a necessidade de querer mantê-la ao meu lado pelo máximo de tempo possível.

Tentando voltar ao foco. A sensação. Querer estar junto, querer se entregar. Viver um sonho junto. Viver muito. É viajar. É contar. Fazer um carinho. Fazer um agrado. Mandar uma carta, ou uma simples mensagem. Sentir frio e sentir calor. Querer aquecer quando tu sentir frio. Querer te abraçar quando estiver triste, e te brindar quando estiver feliz.

Mais que isso, querer ser o teu motivo. O teu porto seguro. Querer significar, e sempre buscar o novo. Sempre querer superar as expectativas. E quando não houver mais nada a fazer, ganhar um sorriso simplesmente por ser o motivo. Por saber que está à procura de mais uma vez despertar aquela covinha, aquele olho que brilha. E assim que tudo vai começar de novo, e se renovar e se renovar. Sempre pela sensação que toma conta, que motiva, pois se há essa motivação, sei que nunca irei abandonar a tentativa, ou melhor, ela não me abandonará, pois é quando a gente menos espera, que volta ao pensamento, e nos tira de qualquer lugar que estejamos, nos levando para aquele mundo no qual só conseguimos lembrar dos teus encantos.

É uma relação que se auto-alimenta, e assim se renova. O beijo que cativa o louco que a todo custo o quer. A todo custo quer o sorriso. O sonho de um que nutri o do outro.

A sensação é o sonho que anseia ser vivido junto. O teu que é alimento do meu. O meu que quer ser o alimento do teu.

Friday, February 12, 2010

Gustavo Tigre Campeão!

Para os desavisados, há pouco mais de uma semana, nosso amigo Gustavo Wapler sofreu um acidente enquanto tomava banho de piscina: bateu de cabeça e fraturou duas vértebras.
De início, todos estávamos muito assustados, pois ele ficou sem os movimentos e sem sentir o corpo, entretanto, já está apresentando melhoras, e estamos todos muito confiantes de que ele vai se recuperar perfeitamente, visto que já está se mexendo bastante, com bastante movimento nos braços, e sentindo o corpo inteiro. Além disso, e essencial, é o bom humor.
Para maiores informações, foi criado um blog só para ele:

www.waplertigrecampeao.blogspot.com

Entrem e deixem mensagens, porque nesse momento a lembrança dos amigos é muito importante.
Ele até cortou as crinas hoje!!!
Foto de hoje!!!

Do ladinho dá pra ver só a perna da Julia, que, junto com a tia Marília e a Luli, não deixam ele sozinho nunca!
Com as próximas notícias eu coloco uma foto na qual dou coca cola na boquinha dele!! huahuahuahu Mas isso foi há alguns dias.. agora ele já consegue tomar coca cola sozinho...
Estamos torcendo muito, e com certeza a torcida de todos é muito importante.

Beijos

Thursday, August 27, 2009

O momento que perdemos o direito de reclamar

É uma questão na qual insisto. Mas é que cada vez mais eu acho que sei explicar melhor. Deve ser porque cada vez me acho mais experiente. No entanto nesse caso, se achar experiente não implica “se achar”, pois implica apenas levar “foras”.

A problemática dessa dissertação é exatamente a justificação, ou não tão exatamente, a legitimação, ou mais ainda a motivação de alguma pessoa nos dar um “fora”.

Vem à tona a possibilidade de darmos um “fora” em alguém. Visto que sempre há alguém menos legal que nós, ou mais feio, ou não tem atributos físicos equivalentes [nossa... agora peguei pesado, (até porque eu mesmo estou acima do peso)], ou, a pior de todas as hipóteses: Alguém por quem, inexplicável e simplesmente, não desenvolvemos amor.

Mas dar um fora em alguém não basta. Tem que não saber explicar porquê. Porque assim, colocamo-nos na mesma situação de alguém que não sabe explicar porque nos deu um “fora”.

Definitivamente eu sou autoridade para falar do assunto. Não que eu tenha levado “fora” de muitas mulheres, mas que eu levei muitos foras reiteradamente da mesma. Ou até pode ter sido de mais de uma, mas não quero falar, porque defendo a posição de que não se deve dar muita moral para uma mulher, nem de abster em absoluto, moral a uma mulher, pois toda mulher merece toda a moral do mundo, a não ser que estejamos não a dando moral, para que ela seja merecedora, e que tenha noção de que aquela moral (emanada por pessoa específica) é a única que ela precisa para o resto da vida. E com isso fazendo um favor a ela, com a louvável intenção de lhe fazer a mulher mais feliz do mundo (não com a pretensão de ser o melhor homem do mundo, mas com a pretensão de lhe ter o maior amor do mundo).

Com isso, confrontamo-nos com a possibilidade de vetar, no caso de dar certo a nossa intentada, com a possibilidade de que aquela mulher, linda e maravilhosa, se satisfazer conosco, e abster-se do possível grande amor da vida dela, que a faria mais feliz que nós próprios, pelo fato de não abrir mão da gente, por acreditar que felicidade tem limite (e nós o somos). Pois quando procuramos o grande amor da nossa vida não sabemos a extensão máxima de amor. E isso é um ponto crucial nessa teoria: Não conhecemos a extensão máxima de amor.

Alguém aqui acredita que Isso tem limite? (atenção à maiúscula).

Eu, particularmente, acredito que eu farei a mulher que eu amo o mais feliz que ela poderá ser na vida dela. Apesar de ela não saber disso. Ou, AINDA não saber disso.

Mas aceitar que ela não creia nisso, é intrínseco ao fato de não acreditar em alguém que nos quer proporcionar a maior felicidade do mundo. Ou mais que isso, é latente nesse momento, que qualquer pessoa que já dispensou um amor, e teve seu amor dispensado por outra, carrega em si uma grande contradição da realidade humana, que é a procura pelo grande amor de sua vida, que é ser a pessoa mais feliz do mundo, através da prerrogativa “ter o maior amor do mundo”.

Mas, ter o maior amor do mundo necessita ser correspondido?

Tampouco, ter o maior amor do mundo necessita correspondê-lo?

No entanto me dou conta agora, que todo esse discurso vem a querer ser lido por uma pessoa que num repente não tem todo esse amor por mim, mas que eu amo, e então quero que ela compreenda que meu amor é suficiente para fazê-la feliz. A mais feliz do mundo!

Mas do mesmo modo que eu nunca compreendi aquela guria que me pediu mais uma chance, não posso ter nenhuma pretensão de que aquela a quem amo sem ser correspondido, me aceite para grande amor da sua vida e eu venha a lhe fazer a mais feliz do mundo, apesar de ser esse o grande motivo da minha vida.

Não importam os argumentos. Continuo acreditando que a posso fazer feliz, e cada vez que a reencontro tenho mais certeza de que ela está equivocada e que se dará conta disso, pouco importando se alguém tenha as mesmas impressões ao me encontrar. Portanto, tanto faz se alguém me ama, e decorrente disso, logicamente tanto fará se eu amo alguém.
O meu papel nessa vida será contrariar a lógica da ausência de amor recíproco, cativando aquela a qual pretendo. Cativando aquela a qual quero que me pretenda, pouco importando a dor alheia, visto que de mim apenas dependa a minha infelicidade e a possível maior felicidade do mundo que eu tenho certeza ter o poder de proporcionar. Pois se certeza não tivesse, do amor abriria mão para que o grande amor da minha vida fosse feliz, de maneira verdadeira, ao lado de outro.

Assim eu amo.
Beijos

Wednesday, May 20, 2009

Sunday, May 17, 2009

E se fosse...

De repente tu fosses especial. De repente eu fosse especial. De repente eu queria ser especial para ti. Só acho que às vezes uma explicação é boa. Um fora é bom. Depois dizem que eu que sou insensível. Ora, eu!? Estou aqui a pedir um fora. A pedir um final. Mas não um simplesmente acabou.
Sei que eu quis ser especial. Por isso, esperava que tu também quisesses ser para mim. Ou não esperava nada, a não ser que tu notasses que eu quis ser especial.
Não só quis, mas assim me portei. Acho que assim esperei que te portasse.
Acho que sempre espero isso. De repente esse é o erro.De repente não deveria esperar que fosses especial. De repente não deveria eu querer ser especial. De repente assim eu teria pelo menos o direito a um fora. Mas de repente assim eu nem quisesse um fora. Assim eu não teria porque querer um fora. Assim de repente não tivesse motivo pra querer uma explicação. E assim acabo de entender porque não tive a explicação. De repente, porque nunca fui especial pra ti, ou porque tu não quiseste ser especial para mim. O mais importante de tudo, é que certamente assim eu não teria tanta dificuldade em dizer que senti saudade.

Tuesday, May 12, 2009

Dia da Mães

Em ordem: Guille, Eus, Mãe, Marcela, e esse viking ali é meu cunhado, André.

Eu fiz peixe para o almoço, e ficou muito bom e muito bonito, mas para variar, esquecemos de tirar foto. Só lembramos quando já tinha destruído tudo, daí tirei foto do bolo de cenoura da minha mãe. Especialidade da casa.



Bolo que acabou no mesmo dia né... Depois eu engordo, e a culpa é minha?!?!?!?

Beijos

Friday, April 10, 2009

Ahhh.. o Inverno!!!

Adiantei o inverno.
Morram de inveja!



Beijos

Tuesday, April 07, 2009

Uma boa filosofia de vida:

Faça tudo que quiser.
Faça o máximo de besteira possível.
Mesmo aquelas coisas que te envergonham.
Só não faça nada que não tenha coragem de contar olhando nos olhos de quem quer que interesse.
Beijos

Monday, April 06, 2009

Ceará

Os abandonei por duas semanas, mas foi por uma boa causa...




E aqui que eu almoçava, por 15 pila, lagosta + acompanhamentos...



Beijos

Sunday, March 22, 2009

Acreditar

Uma vez transcrevi que não poderíamos ser grandes, se não houvesse paixão. No entanto, apenas hoje, em uma conversa de bar, acabei por perceber o quanto isso está presente em nossas vidas.
De um amigo, exemplo de romântico, que pensava eu ter perdido seu ideal em alguma dessas quebradas da vida, ouvi com tanta empolgação sobre um romance sem pé nem cabeça que ele dava tanto crédito, que me dei conta do verdadeiro significado da paixão, que é acreditar. Simplesmente acreditar.
Como tantas tentativas, que todos nós já passamos, e que por várias vezes culpamos aqueles que estavam a nos abandonar, os culpamos, e quase todos os casos enquadram-se na única explicação que damos ao comportamento do outro: Ela não acreditou. Se ela tivesse acreditado, daria certo. Sabemos disso, porque naquele momento, nós mesmos acreditávamos. Sabemos disso, porque quando fomos nós que abandonamos, sabemos que quem não acreditava éramos nós próprios. Sabemos disso, mais ainda, porque nos arrependemos de cada falta de paixão em nossa vida. Eu sei disso, porque hoje sei que se eu tivesse sido um apaixonado do início ao fim, não teria hoje motivos para me arrepender de nada. Enquanto usei como desculpa não querer magoar alguém, a verdade é que nunca fui tão descrente. Nunca estive tão longe da paixão. Nunca estive tão longe de acreditar.
Enquanto acreditarmos, lutaremos. Enquanto acreditarmos, viveremos. Seremos grandes. E o mais importante: Enquanto acreditarmos, seremos apaixonados.

Às vezes, o que a gente mais quer é acreditar. Mas não adianta querer. Apaixonar-se não surge da vontade própria. E ser grande também não se desperta por vontade.
Tanta sorte têm aqueles que conseguiram aplicar sua crença, ou esperá-la chegar.. sei lá. Ainda não descobri como é quando dá certo.

Sunday, March 08, 2009

Mulheres

Como dissertar sobre algo que não somos, tampouco compreendemos?
A dúvida paira, enquanto tento decidir se falo sobre a beleza, a magia, o encanto, as incógnitas... De absoluto apenas tenho que quero falar sobre a Mulher.
É apenas o que inspira. É apenas o que tem sentido. É o que traz sentido. Não é a toa que dá a luz, que dá o leite, mais ainda, nos dá o coração, e fora da forma da mãe, também o retira de nós, e o leva a lugares que jamais imaginamos. Algumas vezes o refuta, pisa, destrói, para mais tarde, juntar todos os seus pedacinhos, levando-o de volta ao que há de mais belo, mágico e encantador, mas nunca deixando de ser Mulher.
Dedicado à inspiração da minha vida.Parabéns pelo seu dia, e obrigado por ser o motivo de todos os meus.

Beijos

Thursday, March 05, 2009

Plantas!!!!


É ... eu sei que está parecendo um pântano, mas é que essa plantinha que tem bem aqui na frente, na esquerda, é a grossostigma, que é muito difícil de fixar bem, de crescer e se espalhar, e ela está tão bem. Eu nunca tinha conseguido isso no meu aquário.

Beijos

Tuesday, March 03, 2009

Gênio

Olhos nos Olhos

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

Chico!!!